quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Blog de Ademir Damião: E a sustentabilidade?

Blog de Ademir Damião: E a sustentabilidade?

E a sustentabilidade?

Entre os temas abordados na atualidade, observa-se que um termo é citado, constantemente: SUSTENTABILIDADE, que é definida como “as ações e dos seres humanos que buscam atender suas necessidades atuais sem comprometer o futuro das próximas gerações”, porém, na prática, será que isto vem ocorrendo?
Inicialmente, é importante lembrar que diferentemente do pensamento de algumas pessoas, as ações e atividades sustentáveis não se concentram apenas do ponto de vista das questões ambientais, se encontrando direcionadas para as diversas áreas de atuação humana, visto a interferência que as mesmas possuem para o futuro da humanidade.
É importante ressaltar que a massificação da palavra “sustentabilidade” através da mídia é um ponto positivo, pois torna possível popularizar a palavra, que tempos atrás só era encontrada em livros técnicos e documentos oficiais, sendo observado que os mais variados segmentos vêem defendendo que a sustentabilidade deve ser uma prática permanente do ser humano.
Neste contexto, vê-se que há necessidade de “separar o joio do trigo”, ou seja, avaliar o que cada segmento faz na prática como ações sustentáveis, observando que determinados grupos econômicos buscam a autopromoção, através da mensagem que a sustentabilidade se encontra presente em seu dia a dia, o que se verifica com uma análise de alguns comerciais que surgem nos meios de comunicações.
Neste sentido, pode ser feitas indagações como: Em que sustentabilidade está falando um banco que se mantêm com o excessivo lucro ou uma empresa que lucra com a exploração dos recursos naturais, como, por exemplo, derrubando árvores ou extraindo minerais, bem como uma rede de supermercados que lucra com o consumo em larga escala de sua clientela? Além do mais, existem ações sustentáveis no tratamento dos(as) empregados(as) dessas e de outras empresas?
A resposta das indagações anteriores se encontra interligada ao modelo econômico que impera no mundo, o qual é baseado na exploração humana, com uma parcela de seres humanos usufruindo dos bens e riquezas em detrimento dos demais que se encontram espoliados e excluídos, ou seja, ações sustentáveis e capitalismo estão colocados em campo opostos.
Compreendo, então, que há necessidade da tomada de decisão sobre a herança que será deixada para o futuro da raça humana no planeta, buscando as saídas para os problemas que nos assolam, tomando decisões concretas e que atendam o interesse da maioria das pessoas, minimizando os riscos de degradações ambiental, social, econômica, política, entre outras.
Entre as decisões a serem tomadas, vejo como prioridade o permanente combate a fome, evitando casos como o da Somália, aonde uma grande parcela da população se encontra, segundo a Organização das Nações Unidas, em crise de fome, com alto índice de desnutrição e surto de doenças infecciosas, vivendo em uma região sobre os efeitos de seca, provocada pelas ações do próprio ser humano.
E voltando os olhos para o Brasil, são encontradas 16 milhões de pessoas que ainda se encontram em estado de extrema pobreza, conforme dados do Governo Federal, no indicativo que tais pessoas não estão inclusas na questão prática da definição de sustentabilidade, já que não vêem atendidas suas necessidades de sobrevivência.
Dentro da ótica ambiental, a humanidade vem provocando uma crise sem precedente em nosso planeta, com a destruição dos recursos naturais ainda existentes na busca da manutenção do nível de consumo imposto pela ótica do sistema capitalista vigente entre nós, cujos efeitos são sentidos pela própria raça humana através de catástrofes, como enchentes, secas, entre outros, cujas principais vítimas são, paradoxalmente, aquelas pessoas com menor poder aquisitivo e muitas excluídas do processo de consumo.
Como passo para garantia de ações sustentáveis, vejo como fundamental a construção de esferas democráticas, fortalecidas por amplo processo educativo, que possibilitem o envolvimento concreto da sociedade no debate e definição das decisões que busquem a melhoria da atual qualidade de vida dos seres humanos, o que, certamente, representará um melhor futuro da raça humana no planeta.

sábado, 2 de julho de 2011

Blog de Ademir Damião: Resíduos sólidos e meio ambiente

Blog de Ademir Damião: Resíduos sólidos e meio ambiente

Resíduos sólidos e meio ambiente

A questão dos resíduos sólidos (costumeiramente denominado como lixo) é um das principais assuntos colocado em pauta nos debates ambientais, mostrando como o tema tem uma relevância junto a determinados segmentos da sociedade brasileira, geralmente, indicando soluções voltadas para reciclagem, coleta seletiva e apoio as organizações de catadores.
Apesar dos avanços já alcançados com referência ao assunto, compreendo que há um longo caminho a ser percorrido para que os problemas sócio-ambientais decorrentes da geração dos resíduos sólidos, principalmente nos centros urbanos, sejam definitivamente solucionados.
Entre os avanços, destaca-se a organização nacional dos(as) catadores(as) de materiais recicláveis e em diversas cidades brasileiras, formando associações ou cooperativas, apresentando propostas  voltadas para preservação ambiental e melhoria da qualidade de vida do segmento.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos representa mioe forma nacional outro passo importante na busca de soluções para os problemas, com a mesma tendo, entre outros, os seguintes objetivos: redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, destinação adequada dos rejeitos, minimização da utilização dos recursos naturais e aumento da renda dos(as) catadores(as) de materiais recicláveis.
Compreendo, ainda, que para os objetivos acima sejam alcançados, observa-se que há necessidade da mudança de hábitos e costumes de grande parte da população, que é o grande desafio que se tem para solucionar de forma definitiva a problemática dos resíduos sólidos nas cidades/municípios brasileiros, que além de ações educativas, depende da transformação do modelo da sociedade em que vivemos, a qual se encontra centrada no consumismo excessivo notadamente da população com maior poder aquisitivo.
É importante lembrar que o consumo excessivo acelera a utilização irracional dos recursos naturais, bem como aumentar a geração do lixo, conforme se comprova pela pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), a qual indica que o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, ou seja, uma quantia 6,8% superior ao registrado em 2009, aumentando a média de lixo gerada por pessoa de 359 kg para 378 kg de um ano para outro (2009 para 2010).
A pesquisa indica, ainda, que, em 2010, só 3205 municípios do Brasil tiveram iniciativas relacionadas aos programas de coleta seletiva, representando um acréscimo de 1,6% em referência a 2009, quando 3152 municípios desenvolveram tais programas, salientando que mais de 2000 municípios dos 5565 existentes no território brasileiro não tem nenhuma ação relacionada com a questão da coleta seletiva.
Os resultados da pesquisa indicam que há urgência na reversão da situação, que passa por decisões políticas e técnicas dos gestores, aonde se inclui o fortalecimento dos canais de participação e envolvimento da população, fundamentais para que qualquer proposta referente à questão seja consolidada, buscando evitar a continuidade da degradação ambiental e demais problemas decorrentes da crescente geração de resíduos sólidos no interior da sociedade brasileira.
Entendo que com a participação e envolvimento da sociedade se obterá resultados positivos em programas educativos, coleta seletiva e apoio aos grupos de catadores(as) de materiais recicláveis, ocasionando a melhoria ambiental e diminuição de riscos à saúde pública devido aos resíduos sólidos, bem como no tocante a construção de um modelo de sociedade menos consumista.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Blog de Ademir Damião: Dia Mundial do Meio Ambiente

Blog de Ademir Damião: Dia Mundial do Meio Ambiente

Dia Mundial do Meio Ambiente


No próximo dia 05 de junho, estaremos comemorando, novamente, o Dia Mundial do Meio Ambiente, aonde serão realizados eventos em várias localidades, que, em alguns casos, se estenderão por toda semana ou todo mês de junho, promovidos por órgãos governamentais e/ou segmentos da sociedade civil.
Neste momento, cabe uma reflexão sobre o objetivo que cada organização pretende alcançar com a realização de tais eventos, compreendendo que qualquer ato relacionado à questão ambiental deve buscar a ampliação da consciência das pessoas sobre a necessidade da busca da preservação ambiental nas atividades do ser humano.
É importante registrar que apesar das campanhas já realizadas nos anos anteriores, se verifica a continuidade dos problemas ambientais em larga escala, afetando a própria humanidade e com risco de danos irreversíveis para a natureza, demonstrando que há um longo caminho a ser percorrido até que se modifique o modelo de interação de grande parte dos seres humanos com o meio ambiente.
A agressão ambiental se alastra diante atitudes individuais e coletivas, decorrentes do modelo de sociedade capitalista, aonde as pessoas de maior poder econômico vem mantendo um nível excessivo de consumo, buscando a satisfação pessoal em detrimento aos efeitos provocados sobre a natureza.
A proposta de desenvolvimento sustentável continua sendo uma utopia dentro da sociedade, pois assim como existem aquelas pessoas mantêm uma prática consumista, também existem aquelas pessoas que continuam vivendo em situações de vulnerabilidade e risco social com as mínimas condições de sobrevivência, geralmente ocupando áreas que deveriam se encontrar sendo preservadas como mangues, encostas de morros, margens de rios e canais.
Observa-se que a ação voltada para garantia de um modelo sustentável de sociedade se encontra condicionada a derrubada das barreiras da exclusão social, garantindo um nível adequado da qualidade de vida das pessoas, além da tomada de decisões norteadas pelo uso racional dos recursos naturais.
Compreendo, então, que a obtenção de resultados positivos relacionados às ações sustentáveis por parte da sociedade depende do combate as mazelas decorrentes do sistema capitalista, que contribuem decisivamente com a degradação ambiental
Entendo que a participação dos diversos segmentos sociais é um fator importante na construção de soluções para os problemas ambientais, demonstrando a necessidade do desenvolvimento de ações educativas que possibilitem um envolvimento consciente da sociedade na luta pela preservação do meio ambiente.
O envolvimento da sociedade é fundamental para evitar que os interesses econômicos se sobressaiam aos interesses ambientais, buscando impedir que os recursos naturais sejam colocados em risco devido à obsessão pelo lucro de grupos capitalistas.
É importante ressaltar que apesar da riqueza da legislação ambiental brasileira, continuamos observar que o meio ambiente continua sofrendo agressão em todo território nacional, bem como os órgãos de controle ambiental são indicados como empecilhos ao desenvolvimento, demonstrando que a reversão de tal situação depende da ampla mobilização da sociedade em contraponto aos grupos econômicos nacionais e internacionais.
Neste sentido, a recém aprovação da proposta do “novo Código Florestal’ na Câmara dos Deputados representa um retrocesso que a sociedade brasileira necessita se mobilizar para ser derrubado pelo Senado Federal ou não ser sancionado pela Presidenta da República.
Finalizando, deve ser salientada a importância do “Dia Mundial do Meio Ambiente” diante a simbologia da data, aguardando que neste e nos próximos anos, os eventos contribuam decisivamente para que as pessoas tenham sensibilidade para resolverem os problemas ambientais, garantindo a continuidade da espécie humana no planeta.