segunda-feira, 11 de agosto de 2014

12 de agosto- Dia da Consciência Phenix

É imaginável que alguém possa dar algo que não tem para outra pessoa, logo, com base neste princípio, pode-se perguntar se é possível oferecer ajuda ao outro(a) sem antes se ajudar?  Ou ainda, se aquele(a) que não se ama pode amar outra pessoa?
Baseando-se em questões refletivas com as acima apresentadas, Austro Queiróz impulsionou o Movimento Phenix, contribuindo com a formação e expansão de grupos de autoconhecimento no Brasil (Recife, São Paulo e Porto Alegre) e em países europeus (Espanha, França, Alemanha e Suíça) a partir de 1983.
Com certeza a maioria dos leitores deste texto aqui postado nunca ou leram algo escrito por Austro Queiróz ou mantiveram contato com o mesmo, então, incialmente, é importante informar que Austro nasceu em Pernambuco, no dia 12 de agosto de 1948 e faleceu em Paris, aonde viveu parte de sua vida, em novembro de 2012, tendo sido graduado em medicina e atuado como  psiquiatra e psicoterapeuta e, sem nenhuma dúvida, teve como grande missão  a disponibilização de suas ideias e experiências para o fortalecimento do Movimento Phenix.
Pessoalmente, este blogueiro passou a manter contato com Austro em 1996, durante o processo de sensibilização do Movimento Phenix na busca de atrair pessoas para o grupo de Recife quando, com visão distorcida de militante político, o vi como uma pessoa que só queria ser o líder de uma seita, visão que mudaria rapidamente, pois diferentemente dos conhecidos lideres políticos e religiosos, ele buscava compartilhar suas ideias na ânsia que cada participante do Movimento alcançasse seu próprio crescimento, não permitindo a briga do “poder pelo poder” como se ver em diversos segmentos sociais.
Baseando-se no passáro fênix da mitologia grega, o qual “renascia das cinzas”, Com a utilização da técnica denominada “espelhamento”, o Movimento Phenix permitia que cada participante pudesse se ver a parit do sofrimento, a dor, as queixas, as inquietações de outros componentes das reuniões do grupo, já que tais problemas são os mesmos, variando somente na forma de manifestação de cada pessoa.
É importante registrar que o Movimento Phenix nunca funcionou como terapia e se que qualquer transformação coletiva só poderá se concretizar caso seja precedida de transformações de cada ser humano, o que pode ser visto como trivial e simples, mais que torna complicado ao irmos para prática, já que, geralmente, as mudanças individuais são rejeitadas ou colocadas em segundo plano, baseando-se em discursos como “ se deve olhar para o próximo” ou “superar as injustiças”, que, na realidade, funcionam como paralisantes  de ações práticas o avanço da consciência do si para a construção da consciência coletiva.
Em sua linha de pensamento, Austro procurava mostrar que, constantemente, cada ser humano vive “jogando pérolas aos porcos”, ou seja, as oportunidades de mudanças e de crescimento são desprezadas, pelo receio de mudar posturas e atitudes, mantendo “status quo” e não permitindo o que ele chamava da “cura da dor”, pelo fato de não perdoar  a si mesmo, concretizando o ditado popular que “chapéu de otário é marreta”.
As ideias apregoadas por Austro no Movimento Phenix não se baseavam em opções sexuais, politicas, religiosas, raça ou classe social dos membros do grupo, pois buscava buscavam a coerência de cada pessoa para despertar e olhar para si mesmo, o que, conforme já dito, não é fácil no dia a dia, como vivenciado pelo autor deste blog.
Caso qualquer leitor do blog queira conhecer as ideias de Austro Queiróz poderá efetuar uma pesquisa na internet e encontrará diversos textos escritos pelo mesmo que, com certeza, oferecerá oportunidade de reflexões e transformações individuais.
É importante registrar que dando sequência aos ensinamentos de Austro, o Movimento Phenix fez aquisição de uma área no município de Bonito (PE), buscando a preservação da biodiversidade ali existente, compreendendo a necessidade do respeito e valorização dos recursos da a natureza, fundamentais para continuidade da espécie humana no planeta.
Diante da trajetória e contribuições de Austro, o Movimento Phenix decidiu intitular o dia 12 de agosto, data de seu nascimento,  como “Dia da Consciência Phenix”, buscando manter vivo o legado deixado por aquele que foi o responsável pela expansão de ideias fundamentais não só para o Movimento mais para humanidade como toda, caso seja realmente praticada, além de ser uma forma de agradecimento pelos conhecimentos repassados por vários anos.

2 comentários:

  1. Porque para mim conhecer a mim mesmo tem sido um desafio, se conhecer e crescer não é fácil, acolhendo cada parte de si mesma, aprendendo a fazer escolhas cada vez mais conscientes, perdoando e aceitando cada parte de mim mesma, que insiste em não se aceitar, faz parte desse aprendizado, e dos grandes ensinamentos legados ao mundo Por Austro Queiroz!!
    Agradecida por esse texto!! Dálete

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  2. A pedra fundamental não foi a terapia, porém as semanas que frequentei algumas atividades da Casa em Recife, valeram pra mim como tal. Não posso desvincular a aquisição de um pouco mais de equilíbrio naquele período. Vez ou outra ainda aplico em mim a técnica do relaxamento cinético e insigths continuam aparecendo para firmeza emocional. E não só eu, mas centenas de pessoas fazem parte desse legado. É tudo de bom!

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