sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Qual sua opção: tolerância ou intolerância?

Você tem tolerância religiosa?
Em outras palavras, qual teu comportamento diante uma pessoa tenha uma religião diferente da sua?
Antes de responder, seria interessante que você fizesse uma reflexão, sobre o que poderia ter acontecido com você, caso:
- Fosse um(a) seguidor(a) de Jesus Cristo no início do cristianismo;
- Não professasse a religião católica na época da Inquisição;
- Fosse de origem judaica e estivesse na Alemanha na época do Holocausto
Bem, como você deve conhecer de História, já sabe o que poderia ter acontecido em todos estes casos, onde verificamos exemplos concretos da falta de respeito pela opção religiosa de outras pessoas, ou seja, ao longo do tempo, temos diversos casos de perseguições por motivos religiosos, incluindo, naturalmente, aquelas pessoas que ateístas.
Na atualidade, encontramos, ainda, pessoas que têm uma postura semelhante,, numa prática denominada.de INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, onde não há respeito pela opção no tocante a religião de outras pessoas, querendo impor uma crença de qualquer forma.
Certamente, você irá fazer referência à relação entre judeus e palestinos, que representa um exemplo de intolerância religiosa junto com outros interesses, inclusive o econômico, mas, podemos voltar, também, os olhos para nosso país e perguntar: Como é nosso comportamento no tocante a este assunto?
Será que, no Brasil, aceitamos a opção religiosa das outras pessoas?
Na minha avaliação, infelizmente, vejo que não, pois, ainda, se observa descriminação e preconceito, que pode ser comprovado, em atos contra diversas religiões, com destaque, principalmente, por atitudes de algumas religiões cristãs contra os componentes do candomblé e de outras religiões afro-brasileiras.
Verificam-se, então, a tentativa de descaracterização das religiões afro-brasileiras, utilizando diversos mecanismos e com termos pejorativos, não se vendo que do outro lado, aonde se tem uma pessoa semelhante, que é oprimida por professar sua crença religiosa.
É interessante observar que muitas pessoas nem conhecem as práticas das religiões afro-brasileiras, mas afirmam, de forma categórica, que as mesmas vivem só praticando a maldade contras pessoas. Aqui, é importante lembrar que a prática do mal independe da crença religiosa, ou não é?
Outra forma de discriminação as religiões afro-brasileiras é afirmativa que seus cultos provocam a destruição das matas e dos cursos de água, o que, em muitos casos, não condiz com a realidade, lembrando que diversos representantes destas religiões defendem a realização dos cultos de forma sustentável, ressaltando a ligação dos orixás com a natureza, e, com uma reflexão imparcial, se verá que a degradação ambiental tem outros responsáveis, independente de práticas religiosas.
Compreendo que há necessidade de mudanças de posturas, buscando uma convivência pacífica das pessoas, independente de crenças religiosas, combatendo as formas de discriminação e preconceito de fundo religioso e vendo as outras pessoas como semelhantes.
Bem, agora, sugiro que você responda a pergunta inicial.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Blog de Ademir Damião: Cidadania local e planetária nas questões ambientais

Blog de Ademir Damião: Cidadania local e planetária nas questões ambientais

Blog de Ademir Damião: Cidadania local e planetária nas questões ambientais

O debate sobe a questão ambiental vem ocupando espaço na mídia diante os problemas decorrentes das mudanças climáticas que vem assolando todo planeta, devido ações humanas sobre a natureza, aonde os recursos naturais vem sofrendo permanente agressão.
Dentro do processo de globalização, cresce a necessidade de se ampliar a defesa dos recursos naturais, através de ação local e global, compreendendo que qualquer agressão ambiental em uma parte do mundo poderá provocar efeitos negativos para toda humanidade.
Neste contexto, é fundamental construir um processo de cidadania local e de cidadania planetária para questões ambientais.
A cidadania local vem sendo construída aos poucos, através de movimentos ecológicos e por trabalhos educativos envolvendo as comunidades na busca da preservação dos mangues, rios, matas que existem no entorno do seu lugar de moradia, por exemplo.
A constituição de uma cidadania planetária é algo de uma maior complexidade, pois sua construção depende da ampliação do nível de consciência das pessoas sobre as causas e efeitos dos problemas sócio-ambientais.
É com a ampliação do nível de consciência ambiental que as pessoas irão participar de forma efetiva da defesa do meio ambiente, exigindo o uso sustentável dos recursos naturais, tanto local como globalmente.
Entendemos que o processo de cidadania planetária depende da ampliação do processo de cidadania local a ser alcançada pela maioria da população, verificando-se que ainda um número reduzido de pessoas se envolve na defesa da preservação da natureza e dos recursos naturais, não havendo, portanto, um entendimento de grande parte da sociedade sobre o “efeito cascata” provocado por determinada agressão ambiental.
Com a realização de ações concretas de educação ambiental, o nível da consciência da população sobre as questões ambientais deverá crescer paulatinamente, levando a ampliação da cidadania local e planetária.
E, a partir deste estágio, poderemos ter a garantia da defesa do meio ambiente, independente das forças econômicas, pois a sociedade se encontrará realmente preparada e determinada para exigir sua preservação.

domingo, 20 de setembro de 2009

Esforço coletivo

Se olharmos ao nosso redor, como resolver as agressões que observamos sobre o meio ambiente?
Esta pergunta deverá ter respostas diferenciadas de pessoa para pessoa, dependendo de diversos fatores, como econômico, político, social, religioso, entre outros, dependendo , da concepção de mundo que cada um de nós tenha, refletindo a dinâmica da sociedade, constituída do choque de conflitos e interesses.
Como não poderemos esperar que seja obtida uma resposta unânime, precisamos ver como se encontrar uma solução que possibilite a preservação dos recursos naturais.
Como a sociedade é feita de pessoas de concepção diferenciadas, existem as leis para definir as soluções para os casos conflitantes, o que, naturalmente, se observa no caso das questões ambientais.
È importante lembrar que qualquer legislação é baseada na ideologia dominante da sociedade e, no nosso caso, todas leis se baseiam na ideologia burguesa da sociedade capitalista, buscando, na sua essência, manter os interesses da classe dominante e não da classe trabalhadora.
Sendo assim, apesar de algumas restrições, a concepção da legislação ambiental, como qualquer outra legislação, se baseia na ideologia burguesa.
Bem, voltando a nossa pergunta inicial, verificamos que a solução para os problemas ambientais depende da interpretação dada a legislação existente, mas, principalmente, depende da dinâmica de envolvimento da sociedade em busca de soluções para cada caso.
A sociedade não pode esperar que a solução venha sempre de cima para baixo, devendo se mobilizar permanentemente para discutir seus problemas e propor as medidas necessárias para solucionar os danos ambientais por ventura detectados.
A consciência ambiental de toda população depende deste tipo de debate, que não pode ficar centrada em um número reduzido de pessoas, geralmente aqueles que se autodenominam de “lideranças”, mas que, em muitos casos, querem utilizar as demais pessoas como massas de manobra, sem aprofundar a discussão com todos.
Finalizando, observamos que a problemática ambiental necessita do esforço de toda sociedade para que possamos encontrar as soluções que atendam o interesse da maioria da população e se tenha uma boa qualidade ambiental.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Consciência ambiental: Como ampliar?

Será que podemos afirmar que alguém não tem “CONSCIÊNCIA AMBIENTAL”? Quais critérios se utilizam para uma afirmativa deste tipo?
A questão da consciência ambiental é um tema que merece uma reflexão entre nós, que temos a preocupação com a preservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos naturais.
Certamente, ficamos cheio de indignação ao vermos uma pessoa jogando lixo no meio da rua, e, aí, sempre julgamos que essa pessoa possui uma consciência ambiental limitada.
Mas, o que precisamos refletir é o que leva uma pessoa tomar atitude deste tipo, assim como merece nossa reflexão porque, ainda, um número reduzido de pessoas se evolve na luta pela preservação ambiental?
O que está errado? As metodologias utilizadas nas ações educativas? O formato de abordagens sobre a temática ambiental? A falta de nitidez sobre as questões abordadas?
Compreendo que até o momento, os resultados obtidos nas ações educativas são muitos reduzidos, observando-se, que apesar de campanhas pelos meios de comunicação (rádio, televisão), muitas pessoas continuam, por exemplo, jogando lixo nos córregos, canais e rios, causando transtorno nos períodos chuvosos.
Este fato por si só, indica que muitas pessoas não se consideram sujeitos em campanhas educativas deste tipo, continuando com uma prática errônea, apesar de toda campanha para mudança de hábitos.
Considero que o aumento da consciência das pessoas se encontra relacionada com os resultados obtidos a partir das ações de trabalhos educativos, logo não podemos julgar nenhuma atitude, sem o conhecimento do nível de informações da pessoa sobre a temática ambiental.
Não podemos deixar de lembrar que dentro da sociedade capitalista há o incentivo para o individualismo, logo ao jogar o lixo na rua, muitas pessoas pensam que estão se livrando de um problema, não se preocupando com que será afetado por sua atitude.
Logo, as ações relacionadas a educação ambiental devem se centrar, também, na construção de um processo coletivo na sociedade, mostrando que vivemos em rede e o que atinge uma pessoa e o meio ambiente afeta toda humanidade.
É importante ressaltar que qualquer ação educativa só obterá resultados positivos se tiver como ponto de partida, a realidade das pessoas, utilizando uma metodologia participativa.
Neste sentido, julgamos necessário se verificar como as pessoas envolvidas em ações educativas compreendem a questão ambiental e se sentem inseridas no meio ambiente.
Com esta construção participativa, as ações educativas deverão, certamente, obter melhores resultados, garantindo, passo a passo, a ampliação da consciência ambiental das pessoas, em um estágio de mudanças de hábitos, que, certamente, ocasionará o aumento do número de defensores do meio ambiente, bem como a redução de atitudes prejudiciais para a preservação dos recursos naturais.

domingo, 13 de setembro de 2009

Relacionamento com o meio ambiente

Uma das questões que deve ser indagada entre nós, diz respeito a forma de como nos relacionamos com o meio ambiente cuja reposta se parece fácil, certamente, não é, pois depende de como as pessoas utilizam os recursos naturais, como se verem inseridas no próprio meio ambiente e como ocorre a interação entre os seres humanos.
Inicialmente, devemos lembrar que a concepção judaico-cristã que “o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus” vem servindo como mola propulsora ao longo do tempo para diversas ações e atitudes humanas ao longo do tempo, no tocante ao relacionamento com o meio ambiente como na relação entre os seres humanos.
Ao falarmos de homem, devemos deixar nítido, que estamos falando do homem ocidental, ser masculino, da raça branca, que durante séculos realizou a exploração de outros seres humanos, como os negros africanos, utilizados como escravos e que eram considerados como pagãos por não professarem o cristianismo.
Este mesmo homem ocidental, durante séculos, subjugou a mulher a seu domínio, tratando-a como ser inferior e que não possuía direitos e só deveres, onde o principal, era servir ao marido.
Com esta concepção, observou-se, durante séculos, a exploração da natureza, onde o homem não se via como incluído no meio ambiente e, só buscava aumentar seus ganhos e propriedade, destruindo os recursos naturais, muitas vezes de forma insana.
Chegando aos dias atuais, resta perguntar o que mudou nestas práticas humanas.
Verificamos que as concepções de superioridade de uma raça em relação a outra e as idéias machistas ainda existem entre nós, apesar de todos esforços e luta organizada em sentido contrário.
O homem vem mantendo uma relação distorcida com o meio ambiente, que pode ser comprovado com os problemas decorrentes das mudanças climáticas, ocasionados pela destruição de florestas, matas, poluição dos cursos de água, entre outras ações humanas prejudiciais aos recursos naturais.
Dentro da sociedade que vivemos, onde o ter é mais importante do que o ser, o homem, de modo geral, busca sempre estar ganhando e tirar proveito em tudo, sem respeitar a harmonia entre as pessoas e com o próprio meio ambiente.
A mudança deste estado, passa pela transformação da sociedade em que vivemos, onde devemos nos livrar das amarras do capitalismo e construir outro tipo de sociedade mais justa e fraterna, que conhecemos como socialismo.
Compreendemos que com esta nova de sociedade, os seres humanos poderão mudar sua forma de relacionamento entre si, assim como, mudarão sua relação com o meio ambiente, utilizando os recursos naturais de forma sustentável.
Bem como a construção do socialismo não é algo de imediato, observamos que precisamos agir na atual situação, revendo práticas individuais e realizando ações coletivas na busca da preservação do meio ambiente contra a exploração capitalista.

sábado, 12 de setembro de 2009

A importância da educação ambiental

Uma das questões fundamentais para o meio ambiente se trata da realização de ações de educação ambiental, que proporcione a mudança de hábitos e costumes da população.
As ações de educação ambiental necessitam estar norteadas pela realidade da população envolvida com as mesmas, pois do contrário não se obterá resultados satisfatórios, não ocasionando as mudanças de práticas prejudiciais ao meio ambiente.
A educação ambiental deve e necessita da permanente participação da população envolvida, os quais devem ser atores de todo processo, assumindo tudo aquilo que for planejado e executado.
Sendo assim, compreendo que ao se falar em educação ambiental em qualquer comunidade, o primeiro passo a ser tomado é tomar conhecimento sobre as pessoas envolvidas com o trabalho, devendo este conhecimento se realizar de forma participativa com tais pessoas.
A partir deste conhecimento, deve-se iniciar a construção de todo processo, discutindo os objetivos a serem alcançados com o trabalho de educação ambiental, sensibilizando as pessoas para se fazer presentes nas atividades.
Superada a faz de definição coletiva dos objetivos, se deve discutir os instrumentos a serem utilizados e a linguagem dos materiais a serem produzidos, etapa fundamental para obtenção dos resultados da ação.
Observa-se, então, que o corpo técnico envolvido com este processo, necessita ter a humildade de escutar a população, não querendo impor ”sua sabedoria”, pois um processo como este, é uma aprendizagem coletiva, onde todos e todos(as) envolvidos(as) aprendem e ensinam.
Compreendo, ainda, que qualquer ação não norteada em etapas como as descritas acima, é um trabalho educativo, mas contradiz com a idéia de uma ação de educação ambiental.
Sem querer ser um crítico feroz, não podemos aceitar como ação de educação ambiental, trabalhos como a distribuição de panfletos, a exibição de vídeos de realidades diferentes daquela vividas pelas pessoas participantes de determinado evento e até mesmo a elaboração e distribuição de cartilhas enxertadas de termos técnicos, que a população não consegue compreender.
A educação ambiental deve, antes de tudo, ser um instrumento para que a população envolvida compreenda o seu papel nas transformações sociais que o mundo necessita, para que seja revertido o quadro de injustiças e exclusão, onde só uma minoria se beneficia dos recursos extraídos da natureza.
Finalizando, ressaltamos que com efetivas ações de educação ambiental, poderemos realmente contribuir uma melhor qualidade do meio ambiente, onde os recursos naturais sejam utilizados de forma sustentável por toda população e preservados para futuras gerações.